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Treinamentos

Formações sobre a aplicação das 12 recomendações no dia a dia do ensino superior — para quem ensina, para quem estuda e para quem organiza a acessibilidade na instituição. Nenhuma formação foi realizada até agora; esta página descreve o que serão, como serão construídas e como participar.

Situação atual

As 12 recomendações foram formuladas para orientar decisões concretas: o que a instituição precisa garantir, o que o(a) professor(a) faz ao preparar uma aula, como um recurso é desenhado, descrito e disponibilizado. Levar essas decisões à prática pede mais do que a leitura do texto — pede exercício, discussão de casos reais e retorno sobre o material que cada pessoa já produz. É isso que uma formação faz e que uma página de consulta não consegue fazer sozinha.

Nenhuma formação foi desenhada ou realizada até agora. Esta página não anuncia turmas, datas ou inscrições: ela declara as quatro linhas de formação previstas e o método que as regerá, para que a proposta possa ser discutida, criticada e construída com outras pessoas antes de existir.

Enquanto isso, o conteúdo que fundamentaria qualquer uma delas já está disponível e é público: as 12 recomendações podem ser lidas na íntegra na seção Recomendações, e a página Assistente oferece um caminho imediato de aplicação — um prompt que instala as recomendações em qualquer inteligência artificial para avaliar um material específico.

As formações previstas

As três primeiras linhas seguem a mesma divisão de responsabilidades do Quadro 8, fonte canônica das recomendações: há recomendações dirigidas à instituição (01 e 02), ao(à) professor(a) (03 a 07) e ao recurso educacional (08 a 12). Cada público recebe formação sobre aquilo que está sob sua responsabilidade — e sobre como sua parte se articula com as demais, porque nenhuma delas resolve a acessibilidade isoladamente.

A quarta linha não é um público, e sim um formato: o roteiro que permite a qualquer pessoa conduzir a formação sem a presença da equipe do projeto. As descrições a seguir indicam o que cada formação abordará, a quem se destinará e quais recomendações a fundamentam.

Formação de docentes

Voltada a quem prepara e conduz aulas: como planejar um material desde o início considerando a presença de estudantes com deficiência visual, em vez de adaptá-lo às pressas depois. Percorrerá o preparo da tarefa, a comunicação com o(a) estudante ao longo do semestre e a rotina de retorno sobre o que funcionou — as recomendações que descrevem o trabalho docente, não a infraestrutura em volta dele.

A parte prática partirá do material que cada participante já usa. Um slide, um roteiro de exercício, um texto digitalizado: o exercício será revisá-lo à luz das recomendações e refazê-lo, com atenção ao design do recurso, à descrição das imagens e à antecedência com que o material chega às mãos de quem precisa dele adaptado.

Indicada principalmente para: professores(as) do ensino superior, de qualquer área, com ou sem experiência prévia em acessibilidade.

Recomendações que a fundamentam: Recomendações 03 a 07, com apoio das 09 e 10

Formação institucional

Dirigida a quem tem poder de decisão e de organização: coordenações de curso, núcleos de acessibilidade, bibliotecas, equipes técnicas e gestão. Tratará daquilo que nenhum(a) professor(a) resolve sozinho(a) — o fluxo pelo qual a instituição toma conhecimento das necessidades de cada estudante, os prazos e as pessoas responsáveis pela produção de material adaptado, e a formação continuada de quem ensina.

Abordará também a estruturação de um programa de tutoria para acessibilidade: quem forma, quem acompanha e como se sustenta ao longo do tempo — o ponto em que a Recomendação 02 deixa de ser diretriz e vira estrutura com orçamento, pessoas e continuidade.

Indicada principalmente para: coordenações, núcleos de acessibilidade, bibliotecas, equipes técnicas e gestão de IES.

Recomendações que a fundamentam: Recomendações 01 e 02

Formação de estudantes e tutores

A pesquisa registra que a acessibilidade se constrói com o(a) estudante, não para ele(a): ninguém conhece melhor as próprias estratégias de leitura, os recursos que usa e o que efetivamente funciona. A formação preparará estudantes com deficiência visual para explicitar essas necessidades e negociá-las com professores(as) e instituição — e preparará tutores, monitores e colegas para apoiar sem substituir a autonomia de quem apoiam.

É a contraparte da formação docente: as duas tratam da mesma relação, cada uma pelo seu lado. Onde uma discute como perguntar, a outra discute como responder — e ambas partem do princípio de que a comunicação precisa começar antes do problema aparecer.

Indicada principalmente para: estudantes com deficiência visual, tutores, monitores e participantes de programas de tutoria.

Recomendações que a fundamentam: Recomendações 02 e 04, com apoio da 05

Trilha autoinstrucional

Roteiro completo para que qualquer pessoa conduza a formação por conta própria: pauta, slides, exercícios com material de exemplo, critérios de avaliação e orientações para quem ministra. Uma instituição distante, um núcleo de acessibilidade sem verba para deslocamento ou um grupo de estudo poderão realizar a formação sem depender da agenda da equipe do projeto.

O roteiro será publicado nos mesmos formatos acessíveis previstos para os demais materiais — a flexibilidade de escolha da Recomendação 08 aplicada à própria formação — e trará o mesmo conteúdo canônico das páginas deste site, sob os mesmos títulos e na mesma ordem, conforme a Recomendação 11.

Indicada principalmente para: instituições, grupos de pesquisa e pessoas que queiram conduzir a formação de forma autônoma.

Recomendações que a fundamentam: Recomendações 08 e 11

Quadro das formações

A tabela resume as quatro linhas descritas acima. A coluna Situação informa "Não iniciado" em todas — sem previsão de data, porque não há data a informar. Quando uma formação existir, é aqui que ela será anunciada.

Linhas de formação previstas, com público indicado e situação
Formação Indicada para Situação
Formação de docentes Professores(as) do ensino superior, de qualquer área Não iniciado
Formação institucional Coordenações, núcleos de acessibilidade e gestão de IES Não iniciado
Formação de estudantes e tutores Estudantes com deficiência visual, tutores e monitores Não iniciado
Trilha autoinstrucional Quem queira conduzir a formação de forma autônoma Não iniciado

Enquanto nenhuma formação existe, o conteúdo que a fundamentaria está inteiro na seção Recomendações, e a página Assistente permite avaliar um material específico desde já.

Como as formações serão feitas

Nenhuma formação será ministrada antes de passar pela mesma verificação aplicada ao site e prevista para os materiais: leitura do roteiro e dos slides com leitor de tela, conferência da descrição de todas as imagens usadas, e revisão do material de apoio quanto ao design do recurso — corpo, contraste, espaçamento e hierarquia, conforme a Recomendação 09.

Uma formação sobre acessibilidade conduzida com material inacessível desmente o próprio conteúdo na primeira transparência projetada. É a mesma razão pela qual este site é construído como é: a coerência entre o que se diz e o que se entrega faz parte do argumento.

A verificação da própria pesquisa foi feita com onze especialistas — docentes, estudantes com deficiência visual, técnicos e profissionais de mercado —, e não pelas autoras sozinhas. As formações seguirão o mesmo princípio: serão desenhadas e revisadas com pessoas dos públicos a que se destinam, incluindo, obrigatoriamente, pessoas com deficiência visual.

As quatro linhas partirão do mesmo conteúdo canônico das páginas deste site, com a mesma numeração, os mesmos títulos e a mesma redação das recomendações. Quem participar de uma formação e depois consultar o site encontrará o mesmo texto, não uma versão paralela.

Colabore

O desenho destas formações está aberto à colaboração. Interessam a elaboração da pauta e dos exercícios, a produção do material de apoio, a revisão de acessibilidade dos slides e roteiros, a experiência de quem já ministra formações sobre acessibilidade e — de modo central — a participação de estudantes e profissionais com deficiência visual na definição do que precisa ser ensinado.

Instituições que queiram sediar, testar ou adaptar uma das formações ao seu contexto também podem se apresentar por aqui: a primeira realização de cada linha será, na prática, sua verificação.

Colaborar com o projeto

O formulário pede nome, e-mail e uma descrição da proposta, e traz "Desenho e realização de treinamentos" entre as formas de colaborar. Toda mensagem é lida pela equipe do projeto e respondida pelo e-mail informado.

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